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10 de Março de 2009


Criança nasce com 6,1 quilos em Alecrim


Dona de casa de 40 anos deu à luz uma menina com 56 centímetros.
Era para ser um parto sem surpresas: a dona de casa Maria da Cruz da Silva, 40 anos, daria à luz o sexto filho, em Alecrim, no noroeste do Estado. Mesmo acostumada à maternidade, a mãe ficou impressionada. Teve uma menina pesando 6,1 quilos e 56 centímetros.

Com o tamanho de um bebê de cinco meses, Luana Cleci Lichkoviski nasceu por cesária na quinta-feira, duas semanas antes do previsto. No Hospital de Caridade de Alecrim, nunca se havia visto um recém-nascido tão grande. Pelo tamanho da barriga da mulher, o pai, o agricultor Simplício Lichkoviski, 43 anos, chegou a pensar que nasceriam gêmeos. O mesmo chegou a pensar Maria, que mede 1m55cm, começou a gravidez com 90kg e chegou ao parto com oito quilos a mais, espantada com o tamanho da barriga, muito maior que das outras gestações – os outros cinco filhos têm entre seis e 16 anos e só o mais novo é que nasceu com peso acima da média, 4,1 quilos.

Conforme o médico que acompanhou a gravidez e fez a cesárea, Paulo Dorneles, a primeira ecografia apontou que o bebê tinha um tamanho considerado padrão. No último mês é que se observou que estaria acima da média.

– O parto era para o dia 20. Ocorreu antes por complicações da mãe. Ela sentia falta de ar, tinha muita água na bolsa e as pernas inchadas – contou o médico, que acredita que o tipo de alimentação da mãe na gravidez tenha relação com o tamanho da criança.

Maria conta, rindo, que só o que “parava no estômago” era pão, milho verde e amendoim, muito amendoim, uma das culturas plantadas no 1,5 hectare que o casal arrenda no interior. Já conhecida do médico e das enfermeiras do hospital, ela fez todo o pré-natal e não apresentou um problema que seria comum a casos como esse, com crianças muito acima do peso: diabetes.

A Secretaria da Saúde do município está envolvida com Luana desde o nascimento. Primeiro, a menina foi levada a Santa Rosa. Depois, no domingo, em transporte aéreo, para Porto Alegre. Ela está internada na UTI do Hospital Santo Antônio, e seu quadro é estável. Apresentou miocardiopatia hipertrófica (o aumento das câmaras cardíacas), mas o hospital não relaciona a doença ao peso da criança. Conforme o secretário da Saúde, Jorge Leandro Krechowiecki, na quarta-feira a mãe deve ser conduzida à Capital para amamentar Luana.

Pai trocou o nome de menina na hora do registro
Não bastasse o peso, a ainda curta história do bebê tem outro fato insólito. A mãe havia definido que ela se chamaria Cassiana, mas o pai, na hora do registro, atrapalhou-se, e a registrou como Luana.
A menina não foi a única a surpreender os médicos na semana passada. Cláudia Beatriz Berger, 35 anos, deu à luz o filho de 5,43 quilos em São Leopoldo, no Vale do Sinos.






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